terça-feira, agosto 31, 2010

A flor no livro


Revirando tantos papéis ela abre um livro e vê. Parecia empalhada, quase não tinha cor; era vermelha, era verde... Era uma flor. Ana se lembrou do dia em que a ganhou e por um instante se viu mergulhada na impressão de sentir o seu perfume. O perfume que um dia teve. O mesmo perfume que sentiu ao ser brindada per ela. Era tão vermelha e vinha numas mãos tão brancas. Lembrou dos olhos que acompanhavam aquela flor; junto um sorriso que se fez formar uma frase:
"- Pra você!"
Ao lembrar desse momento, Ana riu. Aos poucos seus olhos encheram-se de lágrimas; uma até se atreveu a passear pelo seu rosto e caiu. Caiu marcando a flor que estava deitada no livro. Aquela flor exalava no coração de Ana uma essência. A saudade. A saudade de alguém que não estava mais ali. Ela suspirou e fechou o livro com a flor dentro para preservar a lembrança de alguém que um dia amor. O tal alguém que havia lhe dado aquela flor. E guardou o livro em sua estante.

Um comentário:

Drê. disse...

O que se pode dizer quando se lê uma coisa que se sente (e sim, eu tenho alguns livros com flores por aqui) é nada menos do que um adjetivo meio rasgado de tanto ser usado, mas preciso que ele sirva, porque agora me faltam palavras: lindo, realmente lindo.