terça-feira, janeiro 18, 2011

Uma parte do primeiro capítulo lo livro que estou escrevendo


Olá leitores e amigos do blog. Hoje eu decidi fazer uma postagem especial. Poucos sabem mas, estou escrevendo um livro e resolvi colocar um "pequeno" trecho do primeiro capítulo. O livro ainda não tem nome. Espero que gostem e que fiquem curiosos. Beijos...

Era primavera. As flores já brotavam nos galhos das árvores e o orvalho escorria entre as folhas das plantas. Um dia belo. Eu podia sentir o cheiro da madeira molhada da chuva que minutos antes tinha descido para regar o que tinha vida; inclusive eu que estava toda encharcada de água. O meu vestido grudava em meu corpo e os meus cabelos meio embaraçados, molhados escorriam pelo meu pescoço até os meus ombros. Áquelas horas eu sabia que havia pegado um resfriado, mas não me importava muito com isso; queria mesmo era desfrutar de tudo o que a natureza naquele momento me proporcionava. Meu vestido pesado com a água da chuva me trazia um certo incomodo e eu andava cautelosamente para não ter que esmagar nenhum animal pequeno.Era o que tinha acontecido na primavera passada com um dos animais que tínha-mos. Meu primo Luís havia esmagado um sem querer. Um triste dia para mim que me entreguei às lágrimas vendo o meu primo enterrar o bichinho no quintal.Era quase meio dia. Eu sabia que todos estavam me esperando. Mas o que eu podia fazer se a cada passo que eu dava, parava para ver algo que me encantava? As vezes até conversava com alguns dos animais que cruzavam o meu caminho. Em alguns momentos tive a sensação de que alguns deles me entendiam e faziam expressões como se estivesse me dando uma resposta. Eu brincava com uma das joaninhas que descia pelo caule de uma flor. Todos sabiam da minha apreciação por elas. Eu as amava. Acho que elas sentiam isso. Às vezes, alguma se atrevia a voar até a minha mão que repousava e a qualquer movimento que eu fizesse, voava para longe de novo. Ouvi uma voz me chamar ao longe. Olhando vi alguém rindo de mim, balançando a cabeça como se eu estivesse fazendo algo estranho, reprovador e no mínimo engraçado.
- Alice, o que está fazendo? Todos estão te esperando. Mandaram que eu viesse lhe chamar.Era Daniel. Um dos meus mais velhos amigos. Morava perto de nós numa casa com seus avós. Muitas vezes eu o odiava. Ele nunca me deixava participar das conversas e brincadeiras que tinha com os meus irmãos. “É coisa de homem Alice, coisa de homem” era o que dizia sempre. Eu contrariada, virava as costas e ia para o meu quarto ler alguns dos livros que que minha tia Marta havia me mandado da Itália ou ia para varanda; chamava algumas de minhas amigas e conversáva-mos sobre nós e assuntos que tendo a proximidade de alguns dos rapazes, nos fazia calar ou mudar de assunto. Em uma certa ocasião, Daniel bastante curioso veio nos perguntar:“O que tanto cochicham meninas? Posso saber?” Eu olhando para ele com sarcasmo respondi: “É coisa de mulher Daniel, coisa de mulher.” Nesse dia ele saiu emburrado e ficou com raiva de mim. Passou dias e a única coisa que falava comigo se tratava de perguntas relacionadas aos meus irmãos. Eu já o conhecia bem e não era a primeira vez que ele agia assim; Isso não durava muito. Logo ele voltava a falar comigo normalmente como se nada tivesse acontecido. Eu não me importava.Agora, todos estavam me esperando e eu tinha que me apressar para não levar mais uma daquelas broncas que minha mãe me dava.
- Estou indo. Disse eu.
Peguei meu vestido pelas pontas e espremi até sair a quantidade de água que o fazia pesar. Consegui andar com mais facilidade depois disso.Chegando à minha casa, vi todos reunidos na sala. Estavam ali para discutir um assunto familiar. Meu irmão mais velho havia recebido uma proposta de emprego na Itália e nós quería-mos decidir o que era melhor para ele. Minha mãe me olhou dos pés a cabeça. Fez uma cara pouco amigável e disse:
- Onde você se enfiou? E o que aconteceu pra estar toda molhada desse jeito? Minha resposta veio com um espirro que dei. Confirmava-se o meu resfriado.
- E ainda pegou um resfriado!
- Me desculpe mãe. Me molhei com a chuva. Não achei lugar para repousar enquanto a chuva caía.
- Tudo bem. Tome um banho e se troque. Vamos começar a reunião.
Eu subi, tomei um banho e me vesti. Não queria participar da reunião, mas não podia deixar de ir. Assim que terminei de me arrumar, desci a escada e me sentei numa das pontas do sofá. A reunião já havia começado e discutiam se deviam ou não deixar meu irmão ir para Itália. Meu irmão tinha 25 anos. Eu achava justo que ele decidisse por si próprio o que gostaria de fazer, mas meus pais não pesavam assim. Eles sempre acharam duro pensar em ver um dos seus filhos partirem e tomarem seus próprios rumos.A reunião estava acabando e decidiram junto aos argumentos do meu irmão que o deixariam ir. Acharam que aquela poderia ser uma oportunidade única e que meu irmão seria muito feliz. Depois de muitas lágrimas e lamentos pela dor da decisão tomada, todos foram dormir. Pelo menos, quase todos dormiram bem naquela noite. Eu não conseguia pregar os olhos. O sono não se fazia presente então eu me levantei e fui até a janela do meu quarto. Meu quarto ficava na parte superior da minha casa, portanto eu tinha o privilégio de ter uma bela vista da janela dele. Uma árvore que trazia a ponta dos galhos até mim, e lá em baixo pude ver um gato olhando para a lua que parecia querer invadir o cenário de tão grande e bela. A noite estava perfeita. Cruzei meus braços na janela e me apoiei melhor para continuar contemplando aquilo tudo, até que algo me chamou a atenção no meio da escuridão. Duas pessoas repousavam do outro lado, ao lado de um pomar. Uma garota e um garoto. Ele acariciava o seu rosto enquanto ela olhava firmemente para ele. Olhei melhor para ver se os reconhecia e descobri que a garota era a minha amiga Clara. Ela era irmã do Daniel, o que rira de mim a me ver brincando com uma joaninha. Também reconheci o garoto e levei um susto ao ver quem era. Marcos. Clara e Marcos tinham uma história. Os pais de ambos se odiavam e por isso não permitiam que os dois pudessem namorar. Acabaram o namoro e ficaram distantes um do outro. Era isso o que pensavam todos mas, naquele momento vi que esse não era o final da história que todos esperavam que fosse. Observando tudo, acabei bocejando, o que me diziam que o sono que outrora não estava presente havia chegado. Fechei a janela do quarto e dormi. O despertador tocou. Era hora de acordar e de me organizar para ir á escola. Era o ultimo ano do ensino médio e eu estava me esforçando muito para tirar boas notas nas provas. As últimas semanas na escola estavam chegando e eu precisava melhorar minha pontuação em História e Matemática. Eu também estava louca para conversar com a Clara. Queria saber sobre o que tinha visto sobre minha janela antes de dormir.
- Alice, minha filha. Levante-se! Seu café já está na mesa. Enquanto minha mãe me chamava achando que eu ainda estava dormindo, eu já estava pronta, procurando os livros que ia precisar utilizar no dia. Desci, comi, dei um beijo nos meus pais e saí em direção à parada de ônibus. O ônibus não demorou muito. Assim que chegou, pedi parada, entrei e ao passar pela catraca não vi ninguém conhecido. Ninguém que eu pudesse passar a viagem conversando. Me sentei e no passar do tempo observava tudo o que se passava pela janela. Ao meu lado havia um lugar vazio; lugar que foi preenchido por um rapaz alto de olhos claros. Ele carregava nas mãos um livro. Tinha uma capa preta, mas não mostrava o título. Eu olhava e tentava imaginar o que teria naquelas páginas. Pareceu que naquele momento o tal rapaz havia decifrado meus pensamentos pois, em seguida logo disse:
- É um diário!
Eu olhei espantada, mas sorri tentando disfarçar qualquer inconveniente.
- Não é meu. Na verdade foi do meu bisavô. Ele apreciava a escrita e usou isso para escrever sobre a sua vida... o seu dia-a-dia.
- Nada melhor do que um diário! Disse eu. Ele sorriu, balançando a cabeça em afirmação.
- Como se chama? Disse o rapaz.
- Alice.
- Me chamo Erick! É um prazer conhecê-la senhorita.
A parada que eu esperava já estava próxima. Despedi-me dele e desci atravessando a rua rapidamente indo em direção á escola. O sinal não havia tocado; percebi pelo fluxo de alunos que estavam na entrada, no pátio e nos corredores.

E aí? Bom, isso é pouco pra o que vem. O livro terá muitos fatos e estórias interessantes. Espero que aguardem com carinho.

8 comentários:

Jéssica disse...

Oi. Gostei do seu blog. Se puder segue o meu blog ? http://xxx-memories-xxx.blogspot.com/
Ficarei feliz em ver você por lá no meu cantinho.

Obrigada pela atenção.
Ass: Jéssica.
Bjoos ♥

Lucas disse...

Parabéns pelo blog e iminente livro...Este com certeza vai ficar bom...Mas, posso dar uma sincera opinião?
- Coloque um pouco mais de ação e tente mostrar ao leitor as personagens intimamente...Claro que só é o primeiro capítulo e virá coisas novas. Se tiver pirando, desculpas xD
Você vai fazer sucesso
Por: http://quaddronegro.blogspot.com/

Arianne Carla disse...

Flor, minha flor! Quanto tempo que eu não passo por aqui. Graças aos Céus te encontrei, apesar de estar seguindo você, não te encontrava mais. ):
Vim aqui admirar novamente seus posts, e confesso que ainda não li esse fragmento do livro! Estou ansiosa com a continuação da bonequinha! Quando vai ser? SEu blog continua lindo! Beijos.

Thays Duarte ზ disse...

veei gamei no seu blog mtmt lindo *-* parabens !
segue o meu tb ? ele ta humilde ainda porque sou nova e pá kkkkkkkk
http://duartethays.blogspot.com/

J. Victor disse...

Achei uma leitura agradável, clara. Não cansa. :)

Parabenizo, e boa sorte no livro! Vou passar por aqui mais vezes. :)

Ah, e sinta-se convidada a me visitar em www.jvictorlima.com

Anônimo disse...

Estou amando kdâ vez + o seu blog, já esotu divulgando no meu twitter (:

me segue se puder twitter.com/divulgandoblog

Arianne Carla disse...

Ah, compreendo!
Estou ansiosa para quando isso acontecer, poderia me avisar?
Um beijo, linda.

Cabeça Feminina disse...

Achei seu blog mt interessant e estou seguindo-o

qnd pudr, de uma pssadinha no meu?

bjoos


http://cabecafeminina.blogspot.com