domingo, setembro 04, 2011

Um amor por um dia

Olá pessoas, como estão? Postagem fresquinha pra vocês. Hoje estou beeeeeeeeeem triste e sempre que estou assim, escrevo melhor; então vou aproveitar pra deixar uma estória legal  pra vocês. Boa leitura!


- Não entendo o que diz nessa carta.
- Ora, porque não?
- Sua letra é esquisita, sem definições...
- Ah, não vai ter graça se eu ler para você.
- Se não ler, não vou saber do que se trata.
Marcelo ficou calado por uns instantes tentando olhar para algo que nem ele mesmo sabia o que era; enquanto ela espera por sua resposta.
- Não vou lê-la para você. Não tenho coragem... e...
- Ora, Marcelo! Você teve coragem de escrevê-la, porque não teria coragem de lê-la?
- Porque nela digo que gosto de você.
Ela ficou parada, fitando-o como se estivesse surpresa. Não disse nada. Apenas saiu segurando a carta na mão. Marcelo confuso a chamava esperando que ela ao menos olhasse para traz, mas ela só seguia.
Atravessando a rua ela andava em direção de algo que não sabia. Parou  na frente de uma igreja onde o sino batia e fazia com que os pombos voassem para longe. Olhando para cima tentava não estragar nada. Tinha medo de amassar junto á carta o coração de Marcelo, logo ela que não ligava para isso. Era uma mulher desprendida de sentimentos.
- Moça...? Moça?
- Sim...
- Deixou cair algo.
Ela olhou para baixo e viu a carta quase voando para longe de seus pés.
- Ah, é um pedaço de papel. Um pedaço de papel com sentimentos sem sentidos, disse ela quase sussurrando.
Ele riu dizendo:
- Não há sentimentos que façam sentidos.
Logo em seguida pegou a carta e a colocou nas mãos dela tocando delicadamente em seus finos dedos com unhas vermelhas. Ela o olhou. Com um olhar vago nem segurava a carta, nem soltava as mãos dele.
- Você fala pouco. Disse ele.
- Falo o necessário. Disse ela desviando as mãos e os olhos para longe onde os pombos estavam.
Ele riu de novo e se aproximou dela que mais parecia uma fera. Ela havia ficado incomodada com isso. Parecia se sentir ameaçada por ele que a olhava de uma maneira estranha e diferente.
- Você precisa de algo? Posso ajudar em alguma coisa?
- Sim. Poderia me ajudar se me deixasse aqui pensando. Se fosse e apenas me deixasse.
Ele não ligou para isso. Havia percebido a indiferença dela pouco antes. Mas, algo lhe dizia que ela hesitava algo nele e ele queria descobrir o que era.
- Você já se apaixonou?
- Não. Paixões são bobagens.
- Você acha?
- Acho!
- Sei... Sabe? Eu já. Talvez você ache que nunca tenha se apaixonado ou um dia pode acontecer com você.
Ela olhou para ele rapidamente e logo voltou os olhos para os pombos.
- Primeiro, o coração acelera e bate de uma maneira que parece dançar dentro de nós, depois, a respiração aumenta, as pernas tremem e não sentimos mais o chão. Você nunca sentiu isso? Disse ele se aproximando ainda mais dela. Ela se distanciava sem perceber o chão que faltaria no seu próximo passo. Escorregou e caindo foi segurada pelos braços dele que envolvia sua cintura a trazendo para bem perto. Os olhos dela com os dele olhavam-se de uma forma como se estivessem vendo a alma de cada um. Um respirava o ar do outro enquanto ele sentia o coração dela bater num ritmo dançante. Se aproximou marcando seus lábios nos lábios dela que se rendia numa total entrega de si. Quando cessaram, pararam olhando um para outro. Ela domada e ele sorrindo dizendo:
- Paixões são bobagens, não?




5 comentários:

Elania disse...

Ooown, que fofo esse conto. Sério mesmo. Lindo :3 bjs

Millena Blogueira disse...

Perfeito o conto.Primeira vez no seu blog e gostei.

Luis Valensi disse...

lindo blog, lindos textos!
parabens moça, gostei mto :)

mari disse...

mttu lindo aqui *-* Seguiii ! :D
segue de volta flor? ^^
http://lmlovse.blogspot.com/

Dada Monteiro disse...

Parabéns hosana lindo conto,estou te seguindo,me segue e comenta também,b..Vi que não tem divulgação de banner no seu blog mas se quiser parceria,é só falar beijoss
Dada Monteiro
http://dadamontteiro.blogspot.com/