quarta-feira, janeiro 14, 2015

Sensibilidade


Chego tão perto e perto faço sentir o cheiro mais longe e singelo, trago as cores mais claras e leves e as fortes, pesadas também vêm comigo. Eu chego no ouvido do poeta e dito as palavras certas que causam consolo, transtorno, que causam ânsia e suspiros. Eu pinto o quadro branco e o negro; eu sou a tinta da lata, faço traços dentro de círculos; eu fico na carta do rapaz apaixonado. Eu corro no rosto da mulher que se emociona. Ela sangra. Na voz do vento eu preencho as audições. Sutil e as vezes não.
Aperto a mão, acaricio o rosto; o suor do rosto é mais quente na pele e salgado na boca. 
Eu tô no tato, no olfato, visão, no paladar e na audição. Me atrevo até a criar um sexteto. Órgãos dos sentidos são meus filhos; são eu. Sentencio a sentença de sentir nos sentidos a sensações. Pra entender esse trecho, você vai precisar de mim.

2 comentários:

Joanderson Oliveira disse...

Hozana meus parabéns! Você escreve muito bem mesmo!

bjs

http://joandersonoliveira.blogspot.com.br/

fernanda quadros disse...

Nossa vim retribuir sua visita e fiquei impressionada , você escreve muito beem...

beijoo

http://onedaybyfer.blogspot.com.br/