Em Poesias Versos

A árvore

Ela ali, parada sem movimentos; apenas lá. Ela cresceu ali.
Uma semente tão pequena, aparentemente sem vida. Imperceptível, caiu na terra, molhou, secou, secou, molhou e cresceu.
Eu a vi já armada, mas a imagino quando ainda era algo pequeno; uma semente, algo "sem valor".
Seus raios de vida verde saindo da terra e dizendo "Vou ficar aqui"; o tronco fraco e pequeno segurando apenas algumas folhas; os seus cabelos. 
Tão pequena ainda sem frutos. Ela crescendo e as flores aparecendo como planos para sonhos. Os frutos. Ela cresceu. Forte, grande, armada.
O vento brinca com Ela levando para longe o cheiro verde das suas folhas. Algumas até se atrevem a ir junto.
As flores grandes; os planos dizendo que os frutos vem chegando como a espera de uma mãe por uma criança. Eles chegam cheios de vida, com cores e cheiros; convidam á todos a sentirem o seu gosto.
Ela é a mãe que gera, mas os doa. Esse é o seu prazer; talvez sua função. E quando eles não saem dos braços dela, eles caem e apodrecem, tristes, voltando para a terra; se desfazendo aos pés dela; mas ela permanece ali, linda com suas cores.
Quando o inverno chega as suas folhas caem. Prova de força. ela perde o que lhe aquece, mas continua ali; nua.
A primavera chega e traz para ela novas folhas; restauradas e mais cheias de vida do que as de antes. Ela fica armada, vem os planos, os sonhos, a queda. O tempo vai passando...
Ela morre.
Mesmo assim, ela continua ali. Sem vida, continua em pé. Sua vida vai e leva consigo as suas folhas, as flores e os frutos.
Mas ela fica ali. 

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